Publicado por: Danilo Palange | 05/08/2011

Fotografia de shows: Parte 1

Olá queridos e ilustres leitores,

Mais uma vez eu me desculpando pelo abandono do blog, mas desta vez vou fazer de tudo pra isso ir pra frente.

Hoje vamos dar continuidade aos posts sobre fotografia de shows, espero terminar a série até o final do mês e então terei mais algumas novidades pra vocês. Vou partir do ponto que ao menos saibam um pouco sobre objetivas e câmeras, mas caso restem dúvidas na parte de comentários podem ser feitas perguntas também.

 

Equipamento:

Mais importante que as próprias câmeras são as lentes.

Sempre quando se fala em equipamento para fotografia de shows logo vem a típica facada: Lentes caras, câmeras mais caras ainda. Objetivas grandes, muito grandes, quanto maior melhor!

Baboseira! Passei 2 anos da minha vida fotografando shows apenas com uma T1i e uma objetiva 18-55mm. Claro que ter objetivas melhores traz um resultado muito superior do que lentes mais simples, mas infelizmente no nosso país equipamento fotográfico é caro, caro o suficiente se formos parar pra pensar que um salário mínimo de nosso país não compra nem metade de uma câmera SLR das mais baratinhas. Mas isso é assunto para outro post.

 

Vamos partir pelo ideal, e depois eu mostro que o ideal nem é tão ideal assim.

Lentes com abertura F/2.8 no mínimo. Alguns preferem teleobjetivas como a 70-200mm e se afastar mais do palco e outros preferem lentes como a 24-70mm e colar no palco. Questão de gosto, eu prefiro sempre colar no palco pelo meu déficit de altura, mas não contem isso a ninguém.

Danilo, meu bolso ta falando que essas objetivas f/2.8 não são nada ideais.

De fato são bem caras, mas aprenda a investir em lentes sempre, o corpo da câmera vai trazer pouco resultado em qualidade da imagem comparado a uma objetiva melhor, mas não é sempre necessário uma lente caríssima pra fotografar shows, atualmente ando usando a 18-135mm f/3.5-5.6 que tem me agradado bastante nos shows maiores e que tem melhor iluminação.

 

Sopa de letrinhas complicada né? Vamos as câmeras então:

Procure sempre o corpo de câmera que tenha a melhor relação de ruído em ISO alto, pois é deste modo que trabalhará nos shows. Da Canon recomendo a 7D ou a 60D

Dica: Da pra pesquisar modelos de câmeras e lentes neste site: www.dpreview.com

 

O importante é sempre lembrar que o equipamento sozinho não faz fotos geniais, o equipamento fotográfico é uma ferramenta que faz com o que você vê, sente e pensa seja transformado em imagens. E cabe a você dominar esta ferramenta para conseguir se expressar.

 

No final das contas indico alguns kits de acordo com cada bolso:

 

$$$

Câmera DSLR Canon 7D

Objetivas:

Sigma 10-20mm f/3.5 EX DC HSM (Tem um modelo semelhante da Canon com qualidade óptica um pouco melhor, mas a abertura é menor).

Canon EF 24-70mm f/2.8L USM (Não tem estabilizador de imagem (IS) mas no final das contas dificilmente vai poder usar uma velocidade que precise dele. Excelente qualidade óptica e uma lente muito versátil).

Canon EF 70-200mm f/2.8L IS II USM (É “A LENTE” mas exige um distanciamento maior do palco por ser uma teleobjetiva).

 

$$

Câmera DSLR Canon 60D

Objetivas:

Sigma 10-20mm f/3.5 EX DC HSM

Sigma 24-70mm f/2.8 IF EX DG HSM (tem um preço bem melhor do que o mesmo modelo da Canon).

Sigma 70-200mm f/2.8 EX DG APO OS HSM (Lente quase ao mesmo nível que a 70-200mm da Canon só que muito mais em conta) .

 

$

Câmera DSLR Canon T2i

Objetivas:

Sigma 18-50mm f/2.8 AF EX DC Macro (Uma boa lente que infelizmente parou de ser fabricada ano passado, mas ainda é possível achar em alguns lugares. Não possui nem motor ultra- sônico (HSM/USM) nem estabilizador de imagem (OS/IS) mas mesmo assim tem foto rápido suficiente para shows. É uma boa opção pois o alcance dela elimina a necessidade de uma grande angular como a 10-22mm).

Sigma 50-150mm f/2.8 II EX DC HSM (Também ja parou de ser fabricada, mas encaixa perfeitamente com o range de zoom da anterior. Pode ser substituída pela Sigma 70-200mm f/2.8 que tem preço um pouco superior).

 

Isso são apenas parâmetros de algum kit “ideal” para shows, mas muitas vezes não são absolutamente necessários. Lembrem-se de que eu fotografo até hoje com uma lente e uma câmera bem inferior a maioria destas que descrevi anteriormente.

O importante é saber extrair o máximo que puder do seu equipamento, e só investir em mais lentes e câmeras quando o fruto dos teus olhos não puder mais ser representado com o que tem.

Até isso acontecer invista em estudos, O SESC-SP tem excelentes cursos de fotografia com preços irrisórios. E não pegue caríssimo em workshops de pessoas que começaram a fotografar ontem, fizeram algum nome, e hoje exploram quem está começando cobrando os olhos da cara só pela fama, procure estudar com quem tem experiência no assunto e que tenha estudado muito também.

 

Disse que ia falar sobre flash também, e ai vai:

ESQUEÇAM O FLASH!

Evite usar o flash, prefira a iluminação do palco.

Em 90% dos shows usar o flash acaba totalmente com a atmosfera de luzes e cores que estão no palco, o flash passa por cima de tudo isso além de deixar sua foto com aparência de amadora se não souber dominar direito as técnicas.

Ele só deve ser usado quando não existir luz suficiente no local (quando digo isso estou falando de apenas 1 ou 2 pontos de luz, mais que isso se vire) e quando a linguagem do flash estiver relacionada ao estilo musical da banda que está no palco. Explico:

Bar com iluminação precária, show “undergorund” de uma banda punk por exemplo. Na linguagem musical do estilo cabe usar um flash com baixa velocidade.

Mas na grande maioria (e é na grande maioria mesmo) não se deve usar flash e em alguns shows (geralmente os internacionais) é até proibido fotografar com flash. Por isso não se preocupe muito em investir nele agora, e mesmo que venha a precisar em algum show pode usar o que já vem com a câmera, é só configurá-lo de forma correta (talvez faça um post sobre isso futuramente)

 

Filtros:

Foto durante o show do Slash em SP - Uso de filtro estrela perceptível no topo da foto

Existem uma infinidade de filtros hoje em dia, mas o único que pode ser aplicado em shows é o Filtro Estrela, que faz com que cada ponto de luz se transforme em uma estrela. (Muito usado nas transmissões do campeonato de luta UFC). Este filtro reduz um pouco a nitidez da imagem mas gera um efeito interessantíssimo nas fotos. Deve ser usado com cuidado e somente em algum momento do show, não no show inteiro e nem durante todo o tempo que vai ter para fotografar.

 

Elementos do show:

Rafael Bittencourt (Angra) preparando uma palheta em seu camarim pouco antes de entrar no palco (Backstage)

O show não acontece só quando as luzes acendem e a música começa a sair pelas caixas de som. Existem infinitos elementos por trás de um show que o fazem ter toda uma atmosfera única. Do contrário seria muito mais fácil assistir a um DVD do “Artista X” no home-theater 5.1 da sua casa.

Caso tenha acesso a passagem de som, backstage e em áreas técnicas fique atento e aproveite para captar detalhes que o publico geral não vê. Isso ajuda a compor a atmosfera que falei anteriormente no seu trabalho final.

O publico é um dos protagonistas. As vezes virar a câmera na direção oposta ao palco pode ser interessante, captar um momento de emoção de algum fã no meio da multidão é algo que também ajuda a compor o trabalho final.

Na fotografia de shows, além de se preocupar com tudo isso ainda temos que ficar atento ao que está entrando no “retângulo mágico” ou na câmera, como preferir. Muitas vezes microfones, caixas de retorno e holofotes podem ser um ruído na imagem final. Vamos falar mais sobre isso logo adiante, na parte de enquadramento.

 

Dificuldades comuns: Enquadramento e Desenvolvendo a criatividade.

Paul Gilbert (Mr. Big) utilizando uma furadeira durante o show da banda em SP - Momentos únicos no show são os mais importantes de serem captados.

Com o advento da fotografia digital vemos fotos de shows aos montes por ai, poderia dizer que a maioria delas são fotos péssimas, mas vou além disso. A maioria das fotos de shows de hoje em dia não tem nada de novo, nada de especial. Para se destacar um fotógrafo precisa imprimir a sua identidade no seu trabalho, algum diferencial, e é ai que entra a criatividade que muitos amputam por seguir regrinhas básicas de fotografia e pré-conceitos fixados durante o “curso” que fez pelo google.

O mais importante no show é estar atento ao fatores que podem destruir sua foto, procure reparar na luz e nos objetos em cena, conseguindo equalizar tudo isso ja é um grande início. No momento do “clic” esqueça da fotometria 100% perfeita e do enquadramento impecável, isso é pra ser feito depois, claro que é necessário enquadrar e fotometrar a cena, mas pequenos erros podem ser corrigidos na pós-produção (ou tratamento, como preferir). É muito fácil perder um momento importante durante um show ao tentar fotometrar com 100% de exatidão a cena.

O principal é fotografar em RAW (o que possibilita uma edição mais profunda depois) e ajustar de forma mais fina a fotometria, cortar e re-enquadrar as fotos depois, com calma, no conforto da sua cadeira com um bom cappuccino ao lado.

Para desenvolver a prática neste quesito analise diversas fotos de shows antes de fotografar algum espetáculo, observe o que deu certo e o que deu errado em cada foto, com isso você desenvolve o olhar e já sabe o que fica bom ou não no momento de fotografar o espetáculo.

 

Estilos de fotografia:

De nada adianta ser contratado pra fotografar uma banda de pagode e esperar um momento “rock ‘n’ roll” com cabeludos chacoalhando a cabeça. Cada estilo musical tem seu correspondente na fotografia, e isso só é possível aprender vendo muitas fotos de diferentes tipos de shows, por isso abra o Flickr agora mesmo e comece a analisar fotos de todos os estilos musicais possíveis.

O que tem que ser levado em consideração  é: “O que geralmente é produzido no tipo de show que vou fotografar?”, tente seguir essa mesma linha, mas claro inovando e criando sempre dentro disso.

Após esta série de posts sobre fotografia de shows vou postar um específico sobre como desenvolver a criatividade.

 

No próximo post vamos tratar sobre fotometria e formas de trabalhar com a luz. E juro que desta vez vou tentar postar rápido.

Em caso de dúvidas use o campo de comentários ou me envie um e-mail: contato@danilopalange.com.

 

Até breve.

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Publicado por: Danilo Palange | 26/12/2010

Fotografia de Shows: Introdução

Se preparando para o show:

Dois dias antes do show é necessário checar o equipamento pra saber o que precisa ser feito, e com isso na manhã do dia anterior ao show deve-se carregar as baterias, formatar os cartões de memória, limpar as lentes (recomendo Lens Pen) e checar a configuração da câmera para não ter sustos no momento do espetáculo.

Quando digo checar a câmera não me refiro somente ao que aparece na tela principal (informações de fotometria), mas em todos os menus. Pra certificar que todas as funções necessárias para o show estão configuradas corretamente.

Configurações inúteis que não são utilizadas freqüentemente, e por isso podem cair no esquecimento. Exemplos:

WB SHIFT/BKT

Espaço de cor

E as funções personalizadas

Nota: Baseando-se nos menus de câmeras Canon.

Caso não conheça o trabalho da banda (o que é altamente recomendável) é interessante escutar uma música de trabalho um dia antes do show, assim já é possível analisar qual é o estilo da banda e qual o estilo de fotografia  se encaixa melhor. Vamos ver mais sobre estilos de fotografia na Parte I

O mercado de fotografias de palco:

Hoje em dia muitos adolescentes começam a fotografar pela vontade de acompanhar uma banda ou ser “fotógrafo oficial” de um grupo que é fã. E como eu “sou bem legal” já vou dar um banho de água fria nestes: Não se iludam! O mercado de fotografia como um todo é difícil, MUITO difícil, e o de shows é pior ainda.

Se você tem gosto pela fotografia e por música OK, mas não fique criando um mundo cor-de-rosa na sua cabeça achando que você vai virar um “rockstar” da fotografia e sair por ai viajando o mundo atrás de bandas. Estou dizendo isso pois é o que eu mais tenho ouvido recentemente de quem esta começando.

OK, passou o momento destruidor de sonhos.

O mercado de fotografia de palco se resume basicamente em duas categorias:

Publicidade

Jornalismo/Editorial

Publicidade:

Fotografar sendo contratado pela banda ou grupo para que as fotos sejam usadas para própria divulgação;

Anúncio publicitário de equipamentos e instrumentos utilizados pelos músicos, geralmente funcionando como um banco de imagens. Exemplos: Anúncios em revistas ou para web.

Jornalismo/Editorial:

Fotografar sendo contratado por veículo de comunicação que cria uma matéria sobre o show contendo uma galeria de fotos ou ilustrando a matéria.

Exemplos: Notícias de shows em sites de jornalismo como o G1, sites de rádios como Kiss FM entre outros, no caso da parte editorial isso se aplica a revistas e jornais, onde geralmente as fotos serão utilizadas somente para ilustrar a matéria. Raramente pode ser produzido livros com o material registrado em um show.

Fotografia de palco é um dos segmentos mais complicados tecnicamente, e existem alguns poucos fotógrafos que mordem a fatia quase por completo no Brasil. É o segmento menos valorizado (especialmente pelos músicos, que no final das contas são artistas como nós), mas de fato um dos mais desafiadores e encantadores.

Os detalhes de um show e até mesmo do pré-show são quase infinitos, e ter contato próximo com tudo isso pode ser bem interessante. A dica é ficar atento a tudo e lembrar que seu papel é registrar o que todo mundo já viu mas de forma criativa. Ou o incomum, que passou desapercebido durante o espetáculo.

No próximo post será abordado os seguintes temas:

Equipamento: Câmeras, Lentes e lentes claras, Flash e filtros.

Elementos de um show: Backstage, Passagem de som, Público, Objetos em cena.

Dificuldades comuns: Enquadramento e Desenvolvendo a criatividade

Estilos de fotografia

Até lá

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Publicado por: Danilo Palange | 26/12/2010

Fotografia de shows

Quando digo que sou fotógrafo logo vem a pergunta: Ah é? Legal! Fotografa o que? Sempre tenho vontade de responder algo estúpido, mas como fotógrafos tem que ser simpáticos nunca tive a oportunidade. Fotógrafos fotografam… O que? Tudo ué, absolutamente tudo. Existem fotógrafos que se especializam em um determinado tipo de fotografia, mas isso não quer dizer que ele seja incapaz de fotografar outras  coisas. Fotógrafos fotografam, e ponto final. Logo quando comecei a fotografar já tinha a vontade de me especializar em fotografia de shows, mesmo todos falando que era algo muito difícil, que a luz era instável, que o mercado era difícil e etc.

Como geralmente acontece com todos que estão começando, minhas primeiras fotos de show foram uma decepção total, mesmo com inúmeras pessoas falando que estavam ótimas. Mas eu tinha (e ainda tenho) senso crítico, e sabia que seria difícil chegar em um resultado que achasse satisfatório algum dia, mas esse dia chegou e por isso me sinto seguro em somente agora escrever sobre essa “especialidade” da fotografia.

Como é muito conteúdo e meu tempo é curto vou escrever por partes, e pretendo atualizar a cada semana ou 15 dias as novas postagens.

 

Introdução

Parte 1 – “Equipamento” “Elementos de um show” “Dificuldades comuns” “Estilos de fotografias”

Parte 2 – “Técnicas de fotometria” “Trabalhando com a luz” “Quando clico?” “Enquadramento”

Parte 3 – “Fluxo de trabalho” “Tratamento” “Publicando e Divulgando”

 

A introdução devo postar no máximo até amanhã, e fala sobre o “pré-show” para o fotógrafo. Como se organizar, se preparar para fotografar caso não conheça a banda, o mercado de fotografia de shows e um resumo do que será apresentado.

 

 

Fique ligado!

Até mais

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Publicado por: Danilo Palange | 11/10/2010

O que perdemos com a fotografia digital?

 

De todos os meios de expressão, a fotografia é o único que fixa para sempre o instante preciso e transitório“, disse o fotógrafo francês Henri Cartier-Bresson.

Tanto a máquina fotográfica utilizada no século 19 como as digitais de hoje cumprem a função de salvar a recordação de um tempo que não volta mais.
O passar dos anos fez com que técnicas fossem aperfeiçoadas e aquela foto, cheia de significado e preparação tirada por um profissional, foi substituída por uma variedade de usuários querendo selecionar tudo o que vai ser colocado ou tirado da imagem, mesmo depois do processo.

A fotografia não foi inventada em apenas um dia, pouco a pouco, novas técnicas foram sendo adicionadas. Desde a Grécia Antiga, já se conhecia o procedimento químico, mas foi só no século 19 que a fotografia ficou conhecida pelo seu grande público: que era primeiramente a classe média burguesa.

Um século caracterizado pelo movimento, pela indústria e pelo início da queda de poder da nobreza aceitou de braços abertos o advento da fotografia, já que a pintura era para poucos. Um integrante da classe média se preparava para o dia de encontrar o fotógrafo que iria registrar um momento único. O figurino era apropriado, cenários colocados ao fundo, a foto em preto e branco era muitas vezes enviada por correio a alguém que morava longe.

 

No Brasil, eram famosos os fotógrafos chamados de lambe-lambe, tidos como donos de um poder quase divino, o de conseguir fotografar uma cena inédita. Estavam presentes em várias praças do país com seu tripé, caixa de madeira e até cenário de jardim. Os materiais eram artesanais, improvisados pelo profissional.

Tudo indica que o nome dado a esses fotógrafos surgiu por uma prática de colocar o dedo com saliva ou até lamber a placa que ia ser usada para saber de que lado estaria a emulsão, responsável por uma foto boa e nítida.

Como a qualidade da foto dependia de muita luz, eles só apareciam em dias ensolarados, fazendo a alegria das pessoas nas praças. Hoje em dia já é impossível encontrar um profissional desses, substituídos pelas fotos analógicas pessoais e depois pelas fotos digitais, acabamos perdendo um acervo muito valioso de obras que eram tiradas com tanto contexto histórico e magia.

 

 

As máquinas digitais, além de muito mais caras que as analógicas, têm uma vida útil limitada e, com elas, perde-se a figura do personagem responsável pela ligação mágica entre instrumento e obra, o fotógrafo.

Quando falamos em perda da magia da foto ou perda da “aura” da imagem, significa que a idéia de luz que entra na câmera e reproduz exatamente aquilo que se vê naturalmente, através de uma química, não existe mais. Agora a luz, o ângulo, ou seja, as propriedades da foto são modificadas em tempo real e também editadas posteriormente.

A vantagem das máquinas digitais é que as fotos não precisam ser reveladas e o acesso à imagem imediato, como devem ser as coisas no século 21.

Muita gente hoje não teria a paciência e nem o tempo disponível para todo um preparo fotográfico, mas isso não impede aos apaixonados por imagens antigas que matem a saudade com uma máquina de boa qualidade analógica, com direito a filme em preto e branco.

 

Tecnologia é isso: lembrar saudosamente de objetos do passado, sabendo que não vivemos mais sem as invenções do presente.

 

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Publicado por: Danilo Palange | 26/05/2010

Rádio Flash

Depois de tanto tempo sem um post novo venho falar hoje de um recurso muito interessante que estou começando a usar em minhas fotos, o Rádio Flash. Tenho usado ele em fotos externas para publicidade (podendo inclusive simular a luz de um estúdio) e começando a experimentar em fotos de shows também.

por Kyle Kutuchief

O funcionamento ocorre da seguinte forma: Um transmissor é conectado na sapata de flash da câmera transmitindo um sinal assim que a foto é tirada para um ou mais receptores que podem estar em qualquer lugar ao redor da câmera, estes receptores (sapatas não TTL) por sua vez disparam o flash conectado a eles (podendo ser flashes dedicados ou até mesmo de estúdio)

O equipamento permite o disparo de um flash dedicado a distância, possibilitando assim infinitas combinações de posições diferentes do flash, e cada posição resulta em uma luz característica no motivo que está sendo fotografado.  O principal ganho com isso é quebrar o clichê de flash frontal que deixa sempre um aspecto tão pouco interessante para as fotos (e que no caso de fotos externas não existe a possibilidade de ser rebatido no teto) e elimina o incômodo de cabos de sincronismo dentro de um estúdio, pois possui conexão PC também.

Lidriun (Promo 2010)

Na foto cima (divulgação banda Lidriun 2010) foi usado o Rádio Flash com apenas um receptor na lateral direita, formando assim uma luz característica, original e com alta riqueza de detalhes e sombras. E no caso de fotos de shows (banda Lidriun, abaixo) é um forte aliado contra a péssima iluminação de bares e casa de shows menores, que quase sempre exigem um ISO alto resultando assim em forte presença de ruído.

A foto acima é um exemplo que utilizando o Rádio Flash  em shows a possibilidade de inovação nas fotos são maiores do que apenas utilizando a luz disponível no local, possibilitando ainda o destaque de expressões geralmente menos visíveis.

PS: Agradecimento especial a minha mais nova assistente e futura fotógrafa Carolina Onisanti, que me ajudou a fazer estes trabalhos com a utilização de Rádio Flash e a banda Lidriun por permitir a utilização das fotos neste post.

Aguardo os comentário, dúvidas e críticas de vocês, tão ilustres leitores.

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Publicado por: Danilo Palange | 22/04/2010

Exposição: Detalhes Sentimentos e Sensações

Daqui a uma semana vai acontecer minha primeira exposição de fotos e com isso um novo ciclo do meu trabalho começa

Minha exposição reunirá 22  fotos registradas de 2008 a 2010 de vários locais do Brasil e da Alemanha, e mais um vídeo que revelarão ao público como o mundo destroçado pode ser belo e cheio de detalhes.

A exposição acontecerá dentro do evento “Jornada Humanística” promovido pelo CEAP, no dia 1º de Maio, das 10 às 17h

O CEAP pede que todos tragam 1 kg (ou equivalente) de alimento não perecível, que será distribuído aos mais necessitados da região.

Conto com a presença de todos!

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Exposição Fotográfica

Detalhes, Sentimentos e Sensações

1/5/2010 – das 10 às 17h

Entrada: 1kg de alimento não perecível

CEAP – Centro Educacional e Assistencial de Pedreira

Rua José Vieira Martins, 270, Pedreira, São Paulo – SP

Informações: 5611-7121 / 5611-8416

Publicado por: Danilo Palange | 16/04/2010

danilopalange.com

www.danilopalange.com

Com a quantidade de redes sociais e ferramentas que podem ser utilizadas para a divulgação de um trabalho na internet que temos hoje, ter um site pessoal se torna meio insignificante. Mesmo assim ainda é interessante possuir um “cartão de visitas virtual” pois todas as formas de divulgação e possibilidades de contato do cliente com o fotógrafo sempre são importantes.

Eu ja tinha feito um site (muito mal feito por sinal) que desconfio ter feito mais uma publicidade negativa do meu trabalho do que positiva, a partir do momento que percebi isso comecei a correr atrás de designers para criar o meu novo site.

Como ja mencionei as inúmeras redes sociais hoje tem um poder de divulgação infinitamente maior que um website pessoal, e por isso mesmo decidi desde o inicio que o novo site seria integrado com todas as redes sociais possíveis, a única que ficou de fora foi o Orkut, pois não permite integração com aplicativos externos. (Sim o Orkut é um lixo total mas eu ainda sou obrigado a usar). E foi assim que ocorreu, o site busca fotos do Flickr e do Facebook automaticamente, mostra meus Tweets, meus posts que coloco neste blog e ainda tem uma parte com informações para contato.

O design é simples, como tem que ser (lembre-se é apenas um “cartão de visita virtual) mas bem funcional, e a minha foto que está no fundo do site não foi feita em um estúdio como todos pensam que foi feita. Na verdade foi feita na frente do espelho no banheiro da minha casa, a única coisa que fiz foi pendurar uma toalha branca na porta e apontar um flash pra toalha fazendo com que o fundo ficasse “estourado” (fiz isso através que um rádio flash). Contei o segredo só pra mostrar como a criatividade e força de vontade pode resolver problemas simples como fazer uma foto para o fundo de um site.

Conto com a visita de todos e como sempre sou receptivo a críticas e sugestões

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Publicado por: Danilo Palange | 23/03/2010

10 mentiras para enrolar fotógrafos

Texto original em inglês Painter Creativity
Tradução: Debora Behar (10 mentiras para enrolar designers e ilustradores)

1) “Faça esse trabalho barato (ou de graça) e no próximo pagaremos melhor”
Nenhum profissional que se preze daria seu trabalho de mãos beijadas na esperança de cobrar mais caro mais tarde. Você consegue imaginar o que um advogado diria se você dissesse “me defenda de graça dessa vez que na próxima vez que eu precisar de um advogado eu te chamo e pago melhor”. Ele com certeza riria da sua cara.

2) “Nós nunca pagamos 1 centavo antes de ver o produto final”
Essa é uma pegadinha. A partir do momento que você foi contratado para fazer o trabalho você DEVE pedir uma entrada. O motivo é simples, você está trabalhando desde o momento que se dispõe a fazer a reunião de briefing. Talvez um cliente mais inexperiente queira pagar após ver alguns esboços. Cabe a você aceitar ou não.

3) “Esse trabalho será ótimo para seu portfolio! Depois desse você vai conseguir muitos outros”
Essa é uma das mais típicas. E costuma fazer vítimas principalmente entre jovens que ainda estão estudando. Para não cair nessa, basta pensar “quanto o seu cliente vai faturar com o seu trabalho?”. Além disso, não esqueça que, mesmo que ele indique seu trabalho para outras empresas, com certeza ele dirá quanto custou (ou se foi de graça) e imagine o que os próximos irão querer?

4) Olhando para seus estudos e rascunhos: “Veja, não temos muita certeza se queremos seu trabalho. Deixe esses estudos comigo e vou falar com meu sócio/investidor/mulher, etc e depois te dou uma resposta”
Não dou 5 minutos para ele ligar para outros fotógrafos com seus estudos e conceitos criados na mão barganhando melhores preços. Quando você ligar de novo ele dirá que seu trabalho está muito acima do mercado, blá blá blá, e que Fulano Fotógrafo vai fazer o trabalho. Mas como eles conseguiram outro fotógrafo mais barato? Lógico, você já passou o conceito todo criado! Economizou horas para o fotógrafo que vai pegar o trabalho. Então, enquanto você não entrar em acordo com seu cliente NUNCA DEIXE NADA CRIATIVO no escritório dele!

5) “Veja, o job não foi cancelado, somente adiado. Deixe a conta aberta e continuaremos dentro de um mês ou dois”
Provavelmente não. Seria um erro você não faturar o que foi feito até o momento esperando que o trabalho continue depois. Ligue em dois meses e você verá que alguém estará trabalhando no job. E adivinhe! Eles nem ao menos sabem quem você é… e o dinheiro do início do trabalho, lógico, já era!

6) “CONTRATO?? Nós não precisamos assinar contratos! Não estamos entre amigos?”
Sim, estamos. Até que alguma coisa dê errada ou ocorra um mal-entendido, e você se transforme no meu maior inimigo e eu sou o seu “fotógrafo estúpido”, aí o contrato é essencial! Simples assim! Ao menos que você não ligue em não ser pago. Qualquer profissional usa um contrato para definir como será o trabalho e você deve fazê-lo também!

7) “Envie-me a conta depois que o material for pra gráfica”
Por que esperar por esse deadline irrelevante? Você é honesto, não? Por que você deveria ficar preso a esse deadline? Uma vez entregue o trabalho, fature! Essa desculpa possivelmente é uma tática para atrasar o pagamento. Assim o material vai pra gráfica, precisa de alterações intermináveis e, adivinhe, ele arranja outra pessoa pra fazer as alterações necessárias, o material vai pra gráfica e você nem fica sabendo!

8 ) “O último fotógrafo fez esse job por R$ XX”
Isso é irrelevante. Se o último fotógrafo era tão bom por que ele te chamou? E quanto o outro cobrava não significa nada pra você. Pessoas que cobram muito pouco pelo seu tempo acabam fadadas ao insucesso (por auto-destruição financeira). Faça um preço justo, ofereça no máximo 5% de desconto e não abra mão disso.

9) “Nosso orçamento para esse job é de XX reais”
Interessante, não? Um cara sai para comprar um carro e sabe exatamente quanto ele vai gastar antes mesmo de fazer uma pesquisa. Uma quantia de trabalho custa uma quantia de dinheiro. Se seu cliente tem menos dinheiro e ainda assim você quer pegar o trabalho, dedique menos horas a ele. Deixe isso bem claro ao seu cliente, que você dedicará menos tempo que o estimado para finalizar o trabalho porque ele não pode pagar por mais horas. A escolha é sua.

10) “Estamos com problemas financeiros. Passe o trabalho para nós e, quando estivermos em melhor situação, te pagamos.”
Claro, mas pode contar que, quando o dinheiro chegar, você estará bem lá no final da lista de pagamentos. Se alguém chega ao ponto de admitir que está com problemas financeiros então provavelmente o problema é bem maior do que parece. Além disso, você por acaso é um banco para fazer empréstimos? Se você quer arriscar, pelo menos peça dinheiro adicional pelo tempo de espera. Um banco faz isso, não faz? Por que provavelmente esse é o motivo deles quererem atrasar seu pagamento, ter 6 meses de dinheiro “emprestado” sem ter que pagar juros, o que não aconteceria se ele tivesse que emprestar do banco. Não jogue dinheiro fora!

Postado originalmente em um excelente blog que eu inclusive recomendo a leitura: http://fotocolagem.blogspot.com/

Juro que agora eu paro com esses milhares de protestos contra a desvalorização da fotografia, acho que ja deu pra entender minha opinião e espero que eu tenha conseguido mudar a forma de pensar de algumas pessoas.

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Publicado por: Danilo Palange | 22/03/2010

Como enlouquecer um fotógrafo

Autor: Marco Moreira

Post original

1- Convide
Convide-o para o seu aniversário e diga para ele “aproveitar” e levar a câmera para fazer umas fotinhos da galera. Amigo que fotografa bem, sem a câmera é meio amigo, então aproveite a amizade. Só assim você poderá ter fotos incríveis sem precisar contratar ninguém. Caso ele não possa ir em seu aniversário peça a câmera emprestada, afinal ele é seu amigo ou não é?

2- Reprove
Depois dele tirar uma foto sua numa festa, peça para ver a foto dele e reprove umas 15 vezes dizendo: “Ah, eu estou feia, tira outra?”, “Ah não gosto desse ângulo, tira outra?”, “Ah, fiquei gorda, tira outra?”, “Ah meu, saí com uma espinha!!, tira outra?”… reprovando as fotos ele pode ficar ali a noite toda fazendo um book só seu!
Outra dica é dirigí-lo e ensiná-lo. Diga para ele “não é assim, é assado” e mande-o fazer o ângulo que você quer, afinal não tem nada demais limitar a criatividade dele.

3- Elogie
Depois de ver uma foto sensacional que só um bom fotógrafo pode fazer, diga a ele que A CÂMERA é demais, que hoje em dia as câmeras tem uma super tecnologia e uma super lente. Nunca elogie o olhar dele. Sempre repita: “Essa câmera é foda”, afinal essas câmeras já fazem tudo!

4- Desconcentre-o
Quando ele estiver trabalhando e tentando clicar aquele momento, puxe papo com ele, ou então fique entrando bem na frente, a todo momento.

5- Peça um favor
Seu amigo acabou de trocar a câmera profissional e ele precisa treinar com a nova. Então chegou a hora de realizar as fotos do Book dos seus sonhos! Pronto, é hora de pedir aquele “favor” e fazer as fotos “di grátis” sem precisar contratar ninguém.

6- Peça as fotos!
Em uma festa que ele esteja fotografando, interrompa-o e peça pra ele te mandar as fotos em que você saiu. Caso ele seja gentil e lhe peça um papel com endereço de e-mail, diga que não tem como anotar, então peça para ele mesmo anotar o seu e-mail. Lembre também que você PRECISA atualizar o seu orkut e facebook.
Se ele demorar um dia para mandar, cobre uma, duas, três vezes até vencê-lo pelo cansaço.

7- Créditos
Caso ele tenha feito as fotos pra você ou lhe mandou gentilmente as fotos depois daquele evento, nem precisa se preocupar com os créditos. Dar créditos só por causa da troca de um favor? Fala sério!. E ainda, se ele mandar as fotos com o crédito na foto, apague. Fica feio o nome de uma pessoa numa foto que você vai colocar no orkut.

8- Copie
Use a foto dele (você pode copiar do Flickr!) para fazer aquele catálogo ou banner da sua empresa, afinal dificilmente ele vai descobrir que a sua loja, conhecida somente na região será vista por ele.

9- Desvalorize
Quando você pedir um orçamento de um Job e ele cobrar o preço que eles normalmente cobram, diga a ele que está caro, que seu sobrinho também tem “câmera digital” e poderia fazer até de graça. Diga ainda que hoje é muito mais fácil, é só clicar e baixar as fotos, que não tem custo algum. Afinal de contas não é como antigamente, em que o fotógrafo tinha que gastar para ampliar e revelar o filme. Hoje é tudo digital, não custa nada. Sem falar que este job pode servir de “portfólio” para ele!

10- Faça pose
Quando estiver naquele ambiente descontraído seja o único a fazer pose, sem ele pedir, olhe e fique sorrindo para a câmera. E para ajudar, saia em todas as fotos que puder. Se ele for fotografar uma só pessoa, entre na foto! se for só um casal de namorados, entre na foto! se for só a turma do ano passado da faculdade, não a sua, não faz mal, entre na foto!!!. O importante é sair em todas!

11- Critique
É engraçado, tem fotógrafo que gosta de fotografar mesmo nas horas de diversão. Neste caso, quando ver um amigo fotografando num churrasco ou numa festa por vontade própria, diga pra ele largar a câmera, que ele parece japonês!
Quando ele estiver pirando naquelas posições contorcionistas só para pegar um detalhe besta daquela gota de orvalho numa folha, fala pra ele: “Para de ficar se matando aí, vem tirar uma foto da gente”!
Aliás, esta é uma boa hora para aproveitar que ele está no lazer e pedir pra ele tirar fotos daquele seu vaso de plantas, do seu cachorro, do seu carro, do seu filho… Pô, já que tá com a câmera não custa aproveitar e tirar umas fotos pra você, né? (não esquece de pedir para ele te mandar no dia seguinte)

12- Pegue na câmera
Assim que ele tirar uma foto sua, puxe a câmera para ver como ficou a foto, como aqueles entrevistados que costumam pegar no microfone do repórter, manja?
Ou então se o fotógrafo te pedir para você tirar uma foto com a câmera dele, você pode fazer duas coisas que vai deixá-lo loco: Use aquela sua mão que está cheia de gordura da coxa do frango que você acabou de comer colocando o dedo preferencialmente na lente.
Outra dica é nunca usar a alça que evita a queda acidental do equipamento. Caso ele peça para você colocar a alça, diga que não precisa, que você é cuidadoso (a).

O ítem 9 de fato é o pior de todos e ja aconteceu comigo, não tem coisa que me deixa mais puto do que a desvalorização do meu trabalho e de tudo que investi em cursos, livros e horas pesquisando sobre determinados tipos de fotografia.

Tem pessoas que cometem esses erros a maioria das vezes sem nem perceber, por isso fica a dica pra quem tem amigos fotógrafos.

Click ;)

Publicado por: Danilo Palange | 18/03/2010

Sentimentos transmitidos em fotografias

Prometi para algumas pessoas que ia escrever um artigo sobre fotos de shows, mas achei que ia ficar muito técnico e resolvi deixar pra depois, a estas pessoas peço desculpas, mas sei que o que vou postar hoje é interessante da mesma forma.

Esses dias vi uma foto que me deixou encantado, completamente perplexo e que fez eu voltar um pouco a fotografar da maneira que comecei.  Trata-se de um cartaz de um musical que chegou aqui em SP há pouco tempo e que se chama “O Despertar da Primavera”. A peça foi escrita em 1891 pelo dramaturgo alemão Frank Wedekind e vetada pela censura na época. O cartaz da versão brasileira (abaixo) me chamou a atenção por conseguir transmitir o sentimento envolvido na peça, e fez eu tomar ainda mais gosto por fotos de publicidade

O Despertar da Primavera (Foto: Divulgação)

Atualmente fotografo muitos detalhes e antigamente eu tentava sempre transmitir algum sentimento em minhas fotos, não que exista certo e errado entre esses dois, mas acho que além de tomar gosto por fotos publicitárias, voltei a tomar gosto por fotos com mais sentimento e nem sempre muitos detalhes.

Clarissa Moraes - Illustria (Foto: Danilo Palange)

A boa fotografia é sempre aquela que transmite algo (explicito ou não), que tem uma mensagem, um conteúdo. Fotos vazias não encantam ninguém, mesmo se forem bonitas. Quando uma foto tiver além de uma mensagem, conteúdo, ser esteticamente agradável aos olhos e ainda conseguir transmitir um sentimento ela será uma foto de sucesso.

PS: Confesso que vendo alguns vídeos no YouTube não gostei nem um pouco das musicas da peça (as versões em português de musicais sempre são uma tragédia), mas a história em si é bem interessante e acho que vale a pena assistir, principalmente quem está estudando fotografia, ir ao teatro e a apresentações de dança é bom pra desenvolver o “olhar fotográfico”.

http://www.despertarprimavera.com.br

Clique nas fotos para ver em tamanho original!

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